Puro Pop


Review Games: Mario Kart Wii
17, Abril 2008, 4:53 pm
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Quando escrevi sobre o Mario Kart Wii semana passada falando sobre o lançamento do jogo nos EUA no dia 27 deste mês, não havia citado que o jogo já havia sido lançado na Europa.

Pois bem, eu nunca tinha jogado um jogo Pal (europeu) no meu Wii americano com medo de brickar o meu video-game (quem não tem idéia do que eu estou falando leia aqui). Resumindo: rodar jogos de outra região no seu video-game pode inutilizá-lo para sempre, daí a palavra brick (tijolo em inglês), o Wii vira literalmente um peso de papel. Enfim, resolvi tentar a sorte com o Mario Kart, e botei o disco para rodar…

… Rodou! Caraca! O jogo é fantástico!

Valeu a pena (não) esperar pela versão americana e atacar logo o game europeu. Valeu tanto a pena que por causa dele eu deixei de postar ontem no blog… Fiquei jogando horas e horas.

Mas afinal, que diabos esse jogo tem de diferente?!

O jogo, assim como os seus antecessores consiste em pequenas corridas de 3 voltas em circuitos
“malucos”… Certo? Mas e aí?

Mas vamos as novidades:

Carteira de Habilitação
Antes de começar a jogar você cria uma licença, nela você escolhe o nome que irá aparecer no jogo e escolhe um Mii para te representar. Nela serão registrados seus recordes, troféus e vitorias online e offline.

Controle
Agora você controla o kart assim como dirige um carro, virando o controle para os lados para fazer a curva. Uou! E o controle responde aos comandos com precisão. Isso quer dizer que a sua tia pode jogar o joguinho com você e ter chances reais de vitória. – O jogo inclui uma “moldura” de volante para você acoplar o seu WiiRemote.
A Nintendo também adicionou a compatibilidade com o controle de Game Cube, então para quem não quiser ou não gostar do controle novo poderá sempre optar pelo modo clássico, através do joystick.

Personagens
Pela primeira vez a Nintendo colocou 12 personagens no grid de largada (nas outras versões o jogo contava apenas com 8 competidores). O que isso significa? – Mais itens, pistas mais largas e corridas mais acirradas.

Karts e Motos
Eu que achava que a adição de motos só ia atrapalhar o jogo me enganei. Dirigir a moto é tão, senão mais divertido do que o kart. Para jogar você deve tirar o controle do volante e pilotar como se fosse um guidon de moto, entortando para os lados para fazer as curvas.
As motos, diferentes dos carros podem fazer acrobacias, para isto basta sacudir o WiiRemote no ar, ao tocar o solo a moto ganha um pequeno turbo.

Pistas, pistas e mais pistas
Na minha opinião aqui está o maior ponto da Nintendo. Ela colocou 32 pistas no jogo, sendo 16 novas e 16 clássicas (que incluem pistas de SNES, Nintendo 64, Game Cube, GameBoy e NintendoDS) distribuídas em 8 campeonatos (contra 4 das versões anteriores).
Os “remakes” estão sensacionais, algumas partes do traçado foram corrigidas para encaixar melhor no game, mas o charme foi conservado. As pistas de Super-Nintendo são um destaque a parte, mantêm a textura típica dos games de 16 bits e confirmam que mesmo 15 anos depois as pistas de Super Mario Kart continuam muito divertidas.

Ghost Valley 2 do Super Nintendo, foi uma das pistas que ganharam nova versão no Wii.

Modo Batalha
O modo batalha sempre foi um dos mais divertidos para se jogar com os amigos. A diferença nesta versão é que você pode jogar sozinho contra o computador! E sim, é divertido! Os cenários, assim como as pistas tradicionais, também são divididos em retrôs e novos e são muito bem montados.

Mario Kart Online!
Mais uma vez fiquei surpreso com a Nintendo. O lobby de entrada dos jogadores é lindo, colorido e “friendly”. A cara da Nintendo. Mas enfim, ele é plenamente funcional e não demora muito para você começar a jogar. Você entra com o seu personagem e escolhe o modo: Batalha ou Circuito. Em seguida vão aparecendo os competidores e o seu país de origem, todos eles com o seu Mii devidamente escolhido para representá-los. Em seguida rola um sorteio para escolher a próxima pista a ser jogada, cada um escolhe uma e depois o jogo “roda a roleta” decidindo qual delas será a próxima.

Tela do lobby, cada jogador aparece em seu país

As partidas online são muitíssimo divertidas, saber que você enfiou um casco verde na bunda de um japonês na última curva e com isso ganhou a corrida é muito mais gostoso do que ganhar do computador. A humilhação humana não tem preço!
Quanto a velocidade, eu não tenho o que reclamar, joguei umas duas horas do jogo online, não tive problemas de lag em momento algum nem tive que esperar muito para achar outros jogadores.

Vida longa ao game!
Para completar o jogo em 100% você têm de ganhar em todos os campeonatos, em todas as velocidades diferentes, e conseguir nota “A” nos mesmos. Agora o tempo em que você se mantém em primeiro lugar, assim como o número de manobras e a quantidade de itens utilizados são levadas em consideração para lhe dar uma pontuação no final do campeonato. E conseguir nota “A” não é nada fácil…

E mesmo que você consiga terminar o jogo de todas as formas possíveis e desbloquear todo o conteúdo secreto. O jogo, por ter um suporte online muito legal, tem uma sobrevida enorme, você pode ficar horas na frente da televisão jogando circuitos, campeonatos, batalhas e até mesmo tentando bater recordes dos mais velozes no ranking mundial.

O jogo em geral
A adição de uma pancada de novos itens, faz o jogo ficar mais divertido e dinâmico. E mais! Faz com que velhos jogadores tenham de repensar estratégias, já que dependendo de que forma você for atingido você perde os itens que tinha guardado. Acabou aquela história de “vou guardar essa estrelinha para os últimos 200m”.

A quantidade de competidores também cria uma outra coisa muito bacana, existe uma troca constante de posições, então é muito difícil você dominar a pista de ponta-a-ponta… Você é massacrado por itens o tempo todo e, em contrapartida, pode massacrá-los também.

Outro aspecto interessante é a dificuldade moderada que a Nintendo têm colocado em seus jogos, eu sinceramente adoro. O jogo é difícil até o ponto aceitável, você jamais irá desligar o vídeo-game puto da vida porque perdeu naquela pista pela 18ª vez.

Resumindo o que já está longo, o jogo é divertido pra caramba! E deve agradar tanto o público casual quanto o hardcore. A Nintendo está de parabéns pelo modo online e por todas as inovações que contribuíram para que este seja o melhor Mario Kart lançado até hoje.

E só para ser clichê pra cacete: “Agora vocês me dão licença mas eu vou jogar mais um pouquinho…”



Review Games: Pro Evolution Soccer 2008
11, Abril 2008, 4:16 pm
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Fui apresentado ao famigerado Winning Eleven lá pela sua edição de dígito 7 e foi amor à primeira vista.
Era diferente do antigo Fifa Soccer, que me prendeu durante alguns anos somente pela faixa musical (quem não se lembra do Song 2 do Blur na abertura daquele jogo?), o Winning Eleven era amigável, de fácil jogabilidade, gráficos bonitos e ainda não tinha todos aquelas bugs manjados do Fifa.

Me diverti por diversos anos com o Winning Eleven, por várias sextas-feiras troquei o bar da faculdade pela tv de plasma do meu amigo jogando partidas frenéticas com 4 jogadores, e através desses diversos anos eu virei um fã assumido do WE.

Quando chegou a nova geração de vídeo-games (Xbox360 e PS3 o Wii não estava nos meus planos, então ele não conta. Sorry Luquinha) eu fiquei ansioso para testar meus dribles e golaços em imagens de alta definição e som com qualidade de cinema.

Pois bem. A primeira edição do Winning Eleven (que foi a 2007) decepcionou. Decepcionou feio e eu nem acabei comprando o joguinho.

Virei à casaca, troquei de time, arreguei e comprei o FIFA 08. Belos gráficos, muitas cores, iluminação perfeita, som de qualidade, mas ainda carregava algumas das qualidades negativas de seus predecessores. Os jogadores eram lentos, os comandos demorados e alguns pequenos bugs. Porém tinha também algumas novidades interessantes como a Live (no Xbox. Não testei a versão do PS3) muito bem aproveitada com download de squads atualizados, partidas perfeitas ao redor do mundo.

Mas vamos ao que interessa, o Pro Evolution Soccer 08.

A edição 08 chegou aos vídeo-games como um puta lançamento. Todas as lojas tinham o brinquedão pra vender, algumas tem até com chaveiros, outras sem nada, outras com desconto de R$0,10(dez centavos), enfim.. tudo para um grande lançamento.

Peguei o meu emprestado semana passada e pude conferir o jogão do momento.

A priori ele fica devendo em absolutamente tudo em relação ao Fifa, mas é magistral no quesito diversão/jogabilidade.

Os gráficos não são dignos de um vídeo-game de nova geração, o áudio tem algo de um clássico dos 8Bits, os time não são licenciados, a Live não é tão bem aproveitada e os menus são absolutamente feios e sem graça.

Mas calma. Como pode um clássico como o Winning Eleven, agora em versão transformista e conhecido como Pro Evolution Soccer (que sempre foi o nome da versão européia do jogo), apresentar uma qualidade tão ridícula?! Como pode um clássico desses falhar em tantos aspectos?!

E o principal: Como pode um jogo com tantas falhas ser tão divertido?!

O Winning Eleven / Pro Evolution Soccer sempre teve uma jogabilidade fantástica, uma facilidade de se diverter abrupta. É gostoso jogar, simples assim.

Foda-se os gráficos, o som, o download de squads, a iluminação, o som de 8bits e tudo mais… Winning Eleven é LINDO.

Vale a pena gastar os R$179,90?!

Se você quer um jogo de futebol para se divertir, on e offline, VALE.
Se você quer um jogo de futebol para admirar os gráficos e o som, não.

Enfim, eu comprei o meu ontem pelo submarino.

Quem quiser me desafiar na live, adiciona o Froio na sua lista de amigos e vamos pro pau!



Review Games: Rock Band – XBOX 360
27, Março 2008, 5:13 pm
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Quem nunca sonhou em ter uma banda de garagem?!

Eu posso falar que sim. Eu até já fiz parte de uma.

Bandas da garagem envolvem algumas coisas.

Não basta aprender a tocar um instrumento (e por tocar eu digo tocar de verdade. Não precisa ser nenhum Vai, mas precisa saber uma música do início ao fim sem precisar rever as posições C e G no caderninho), também precisa ter amigos que saibam tocar, ou você vai convidar para sua garagem qualquer estranho da rua; e também é importante ter uma GARAGEM!

Vamos às dificuldades.

1 – Aprender a tocar um instrumento.

Puta que pariu.

Exige dedicação, tempo livre, dedicação, estudo, dedicação, investimento, dedicação e muita vontade. Eu assumo. Eu tentei.

2 – Amigos que saibam tocar.

Apesar de nerds, todos nós temos amigos. Agora ter amigos que saibam tocar é um pouco mais complicado. Ter amigos que saibam tocar e tenham uma sintonia musical é mais complicado ainda!

3 – Ter uma Garagem!

A não ser que você considere um estacionamento – de shopping, de teatro, ou aquelas 4 faixas amarelas que designam minha vaga no meu prédio – uma garagem, nem todo mundo tem uma garagem. O item mais fundamental para uma banda de GARAGEM é, além da banda, uma droga de uma GARAGEM. (que eu não tenho. Nem nenhum amigo meu e nós tocávamos – na semi-banda que participei – em um quartinho na casa da baterista).

Você pode imaginar tamanha felicidade que eu fiquei ao descobrir sobre um possível lançamento de um game para meu estimado Xbox3RL (obrigado pela inspiração, Corrales) que venha a unir instrumentos “fáceis” de se tocar, amigos e um QUARTO.

“Todo mundo tem uma droga de um quarto!” aposto que assim pensaram os outros nerds da Harmonix!
“E os nerds que não tem amigo… que joguem com outros nerds que tem internet”

Pronto, foram esses 2 diálogos-base que criaram um dos melhores jogos que eu já tive a oportunidade de colocar meu gordos dedos.

ROCK BAND chegou para suprir à faceta rockeiro frustrado que 8 entre 10 nerds têm.

O jogo é simples. Segue a mecânica do já renomado Guitar Hero, porém ele estende a experiência para os outros instrumentos de uma banda (bateria, guitarra/baixo e vocal).

A trilha é fantástica. Desde os magnânimos Weezer, até os exóticos Ok Go, passando por Rolling Stones, Bowie, e mais umas coisas pesadas que ninguém vai reclamar. É claro, ainda tem todas as faixas para você comprar na LIVE (eu peguei umas do Weezer, pack do Metallica e do Queens of the Stone Age).

Os gráficos do jogo são belos. Mas, sinceramente, quem raios vai se preocupar com os gráficos quando sua atenção toda está centrada nas bolinhas coloridas ou nas letras da música!? Mas vale ressaltar que os gráficos são bem melhores que os do Guitar Hero III.

A jogabilidade é excelente. A equipe do Guitar Hero conseguiu melhorar ainda mais sua inteligência nessa bela nova criação. A guitarra nova tem botões mais ‘altos’ para você fingir que sola de verdade (e nem precisa dar a “palhetada” nesses casos, só apertar os botões já basta); o Microfone é genial, basta seguir o tom da música e a galera vai ao delírio; e sem contar à bateria que é fantástica! Sim, exige coordenação – que eu estou em falta – mas mesmo para os tortos a diversão não falta em momento algum!

As batalhas na LIVE são organizadas da melhor maneira possível. É fantástico.

Inclusive você pode tocar bateria na sua casa, enquanto outro nerd toca guitarra do outro lado do mundo e ainda um bêbado cantando em outro canto do universo. Única grande falha do Online no Rock Band é a impossibilidade de se brincar no modo Band World Tour com os amiguinhos pela Live.

Eu quero mais!

Calma, ainda estou no início do jogo e não pude absorver TODAS as funcionalidades, nem a customização dos jogadores eu fiz direito. Já mudei diversas coisas no meu personagem, mas ainda não cheguei nem na metade das possibilidades.

Enfim, o jogo é fuderoso, fantástico e legal pra caralho!

Enfim, é por isso que eu digo que ROCK BAND é a verdadeira Salvação do Rock!

PS: Só um importante adendo aqui. Se você quiser se divertir loucamente com 2 guitarras e nos 2 jogos (Rock Band e Guitar Hero III) você vai se queimar no amplificador. A Activision foi bobona-cara-de-mamão e não habilitou a guitarra do Rock Band no Guitar Hero III. Ai os amigos da Harmonix (produtora do Rock Band) tentaram lançar um pach para resolver isso….vetado pela Activision!

Resultado final: faça como eu. Venda o rim, pulmão e os dedinhos dos pés para comprar os 2. E lembrando que a guitarra do Guitar Hero funciona no Rock Band, você vai se divertir muuuito.