Inicialmente, para quem não conhece Todd McFarlane, o cara é o idolatrado criador da série de quadrinhos SPAWN. Seu sucesso no mundo plano foi tamanho que nada mais natural do que a expansão das áreas de atividade de sua empresa (Todd McFarlane Prductions. Inc); sendo uma destas ramificações capitalistas a que passa pela criação de miniaturas, ou action figures, dos mais variados personagens, sejam provenientes do cinema, da música, de vídeo games, esportes ou dos próprios quadrinhos.
Fundada em 1994, a Mcfarlane Toys se destacou na fabricação destas tão únicas pecinhas. Brilhante design de produção conjugado com ótima qualidade material destacam a empresa como pioneira na produção de personagens “quase vivos”, caricaturando a linha de “brinquedos para adultos” na dianteira desse mercado.
Dentre as várias coleções, uma se destaca na minha humilde concepção de desocupado da internet. Chama-se McFarlane Toys – Six faces of Madness.
Seis bonecos que retratam personagens históricos marcados por sua loucura, obsessão, psicose e violência. São eles:
- Átila, o Huno
- Jack, o estripador
- Vlad, o empalador (Drácula)
- Billy the Kid
- Elizabeth Bathory
- Rasputin
Farei aqui no blog, quinzenalmente, uma matéria para cada um destes malucos, acoplando às biografias detalhes das action figures, com direito a fotos, links e o caral*o a quatro.
Espero você, leitor sádico.
E, até lá, confira o site www.spawn.com/toys/
Abraços, sempre por trás, do Pedrão.

Sim, Hunter Thompson (apelidado de Dr. Gonzo) é um escritor. Sim, este é um post literário; e, antes de fechar a cara e desistir do assunto, peço um mínimo de sua paciência, leitor adverso à leitura, porque o que segue aqui é pura cultura rock’n roll.
Hunter Stockton Thompson, nascido em 1937, no Kentucky, foi um jornalista cujo pico da carreira transcende pelas décadas de 60 e 70 e de prestígio que resplandece desde então até nossos dias atuais.
Viveu uma vida conturbada de insubordinação e de uso excessivo de entorpecentes, característica prática quase que responsável pela revolução jornalística que precedeu. Criou o que se pode chamar de Gonzo Journalism, uma técnica de jornalismo literário que põe o próprio autor da matéria como protagonista de suas obras.
A técnica funciona basicamente desta maneira: A priori, escolhe-se a área destinada para pesquisa, e então, na seqüência, vai o próprio jornalista vivenciar, antropologicamente, o personagem idealizado, sobre o qual far-se-ia a matéria. Após toda a experiência, por fim, a obra escrita se torna um trabalho documental e de observação, mas individual, do próprio autor.
Seu primeiro sucesso reconhecido de jornalismo Gonzo foi a obra Hell’s Angels. Período da vida de Thompson em que passou um ano pelas estradas dos EUA, acompanhando a infame gangue de motoqueiros que supostamente “pilhava e vandalizava” de maneira desenfreada comunidades americanas; tocando o terror pelas highways e apavorando o cidadão comum. Dr. Gonzo desmistifica a imagem dos Hell’s Angels no livro e conta sua experiência subjetiva de toda a loucura cotidiana destes “animais”.
De escrita regada a muito álcool e drogas cavalares, todo o texto de suas obras tem caráter agressivo, anti-americano e violentamente crítico à letargia do homem ocioso e reacionário. Todo o brilhantismo de eloqüência do escritor, aliado a sua amarga visão de mundo, torna-o o 1º Rock Star Writer de sua geração, aclamado por todo tipo de crítica literária existente.
Escreveu, dentre outras fodas matérias, o livro Medo e Delírio em Las Vegas (que inspirou o filme de mesmo nome), Medo e Delírio na América e The Great Shark Hunt: Strange Tales from a Strange Time.
Vale a pena conferir este ícone e super-homem da “Drug-Culture” mundial.
Assim como vale a pena levantar a bunda dessa porra de computador pra pegar um livro, por pior que seja.
*PS Mórbido – Dr. Gonzo se matou no ano de 2005 com um tiro na cabeça.