
Sabe alguns anos atrás, quando você podia optar entre freqüentar uma balada ou pegar um show do mais puro rock n’ roll?
Então, hoje você não pode mais!
Pelo menos para mim isso era uma novidade.
Ainda tinha aquela idéia velha e empoeirada de separar às “baladas” e os “showzinhos” legais em lugares estranhos, escuros e com a cerveja quente.
Eis que a realidade me bateu à porta esse final de semana. Deu-me um belo e frenético tapa na
cara.
Ser Rock n’ Roll é POP, porra!
Ir a shows de rock é um evento SOCIAL.
Ninguém, ou muita pouca gente, vai no rock para ouvir o som; para ver a banda; para admirar uma ARTE. O zé-povinho vai para ver os amiguinhos, tirar fotinhos, mostrar a chapinha nova e a bota moderna de couro – industrializado porque maltratar os animaizinhos é feio.
“Hey, o que raios o Froio estava fazendo num show de emo?”
Eu respondo: Porra alguma! Estava num show de Rock!
Calma, deixa-me organizar isso aqui.
Esse final de semana, Hellinho, meu amigo de infância veio tocar -diretamente de Goiânia- no Inferno Club com sua banda, o Johnny Suxxx & The Fucking Boys.
Rock n’ Roll Glam de primeira.
Pois bem, os caras de chapéu e calça apertada, a mulherada de corpete e tal. Cerveja por todos os lados..
Bom, a banda -que não era a “mainstream” da noite- subiu ao palco lá pelas 2 da matina (sou só eu, velho e chato, que acho isso tarde pra caralho?) e os primeiros acordes começaram a surgir daquele palco simpático.
Qual foi a minha surpresa, ao olhar pro lado, ver o pessoal conversando e dando risadinhas como se não tivesse ninguém tocando ali.
Esse comportamento ridículo se estendeu pelo show inteiro, e nem palmas ao término da apresentação ecoaram dos zé-buceta assistindo o show. (desculpa o palavrão, Tio revisor)
Foi ai que eu me toquei.
Ir em shows não difere em NADA de ir à uma balada. Ir em shows virou um EVENTO SOCIAL.
É hype, moderno, legal e simpático freqüentar lugares de rock.
É bonito.
Porque depois você pode colocar as fotos que tirou da noite “maneira” com os amigos no orkut!
FU*K YEAH!
Eu fiquei embasbacado.
O povo de são paulo precisa ter uma AULA DE ROCK!
Se você tiver uma banda e quiser conquistar seu espaço… sugiro ler o artigo especial do Rock Band.
Enquanto isso, aos amantes do bom Rock, eu deixo os links para se ouvir a ótima Johnny Suxxx & The Fucking Boys:
TramaVirtual: http://www.tramavirtual.com.br/artista.jsp?id=44839
MySpace: http://www.myspace.com/johnnysuxxx
Orkut: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=7075807
Divirtam-se.
Quem nunca sonhou em ter uma banda de garagem?!
Eu posso falar que sim. Eu até já fiz parte de uma.
Bandas da garagem envolvem algumas coisas.
Não basta aprender a tocar um instrumento (e por tocar eu digo tocar de verdade. Não precisa ser nenhum Vai, mas precisa saber uma música do início ao fim sem precisar rever as posições C e G no caderninho), também precisa ter amigos que saibam tocar, ou você vai convidar para sua garagem qualquer estranho da rua; e também é importante ter uma GARAGEM!
Vamos às dificuldades.
1 – Aprender a tocar um instrumento.
Puta que pariu.
Exige dedicação, tempo livre, dedicação, estudo, dedicação, investimento, dedicação e muita vontade. Eu assumo. Eu tentei.
2 – Amigos que saibam tocar.
Apesar de nerds, todos nós temos amigos. Agora ter amigos que saibam tocar é um pouco mais complicado. Ter amigos que saibam tocar e tenham uma sintonia musical é mais complicado ainda!
3 – Ter uma Garagem!
A não ser que você considere um estacionamento – de shopping, de teatro, ou aquelas 4 faixas amarelas que designam minha vaga no meu prédio – uma garagem, nem todo mundo tem uma garagem. O item mais fundamental para uma banda de GARAGEM é, além da banda, uma droga de uma GARAGEM. (que eu não tenho. Nem nenhum amigo meu e nós tocávamos – na semi-banda que participei – em um quartinho na casa da baterista).
Você pode imaginar tamanha felicidade que eu fiquei ao descobrir sobre um possível lançamento de um game para meu estimado Xbox3RL (obrigado pela inspiração, Corrales) que venha a unir instrumentos “fáceis” de se tocar, amigos e um QUARTO.
“Todo mundo tem uma droga de um quarto!” aposto que assim pensaram os outros nerds da Harmonix!
“E os nerds que não tem amigo… que joguem com outros nerds que tem internet”
Pronto, foram esses 2 diálogos-base que criaram um dos melhores jogos que eu já tive a oportunidade de colocar meu gordos dedos.
ROCK BAND chegou para suprir à faceta rockeiro frustrado que 8 entre 10 nerds têm.
O jogo é simples. Segue a mecânica do já renomado Guitar Hero, porém ele estende a experiência para os outros instrumentos de uma banda (bateria, guitarra/baixo e vocal).
A trilha é fantástica. Desde os magnânimos Weezer, até os exóticos Ok Go, passando por Rolling Stones, Bowie, e mais umas coisas pesadas que ninguém vai reclamar. É claro, ainda tem todas as faixas para você comprar na LIVE (eu peguei umas do Weezer, pack do Metallica e do Queens of the Stone Age).
Os gráficos do jogo são belos. Mas, sinceramente, quem raios vai se preocupar com os gráficos quando sua atenção toda está centrada nas bolinhas coloridas ou nas letras da música!? Mas vale ressaltar que os gráficos são bem melhores que os do Guitar Hero III.
A jogabilidade é excelente. A equipe do Guitar Hero conseguiu melhorar ainda mais sua inteligência nessa bela nova criação. A guitarra nova tem botões mais ‘altos’ para você fingir que sola de verdade (e nem precisa dar a “palhetada” nesses casos, só apertar os botões já basta); o Microfone é genial, basta seguir o tom da música e a galera vai ao delírio; e sem contar à bateria que é fantástica! Sim, exige coordenação – que eu estou em falta – mas mesmo para os tortos a diversão não falta em momento algum!
As batalhas na LIVE são organizadas da melhor maneira possível. É fantástico.
Inclusive você pode tocar bateria na sua casa, enquanto outro nerd toca guitarra do outro lado do mundo e ainda um bêbado cantando em outro canto do universo. Única grande falha do Online no Rock Band é a impossibilidade de se brincar no modo Band World Tour com os amiguinhos pela Live.
Eu quero mais!
Calma, ainda estou no início do jogo e não pude absorver TODAS as funcionalidades, nem a customização dos jogadores eu fiz direito. Já mudei diversas coisas no meu personagem, mas ainda não cheguei nem na metade das possibilidades.
Enfim, o jogo é fuderoso, fantástico e legal pra caralho!
Enfim, é por isso que eu digo que ROCK BAND é a verdadeira Salvação do Rock!
PS: Só um importante adendo aqui. Se você quiser se divertir loucamente com 2 guitarras e nos 2 jogos (Rock Band e Guitar Hero III) você vai se queimar no amplificador. A Activision foi bobona-cara-de-mamão e não habilitou a guitarra do Rock Band no Guitar Hero III. Ai os amigos da Harmonix (produtora do Rock Band) tentaram lançar um pach para resolver isso….vetado pela Activision!
Resultado final: faça como eu. Venda o rim, pulmão e os dedinhos dos pés para comprar os 2. E lembrando que a guitarra do Guitar Hero funciona no Rock Band, você vai se divertir muuuito.

Rambo, o bom samaritano… NOT.
Ontem (há muito tempo atrás) tive a oportunidade de participar da pré-estréia de RAMBO IV.
O filme impressiona por diversos aspectos, mas você deve se aprofundar nisso indo ao cinema e nesse texto vou falar de uma outra faceta do nosso querido John.
Ao contrário de Rocky, onde o “Garanhão Italiano” está aposentado e vivendo da fama e de pequenas histórias que movimentam seu simpático restaurante, em RAMBO, John se encontra também aposentado porém morando no meio do nada, totalmente esquecido.
Ele é um velho bombado, brutamontes, ex-boina verde, porém um bom samaritano.
Temos a oportunidade de vê-lo fazendo amizade com os locais, pescando para os mesmos e ainda trabalhando como um caçador de cobras para um exótico show local, até que somos apresentados à trama do filme. (que eu devo dizer, não acreditei de início)
Um grupo de outros bons samaritanos tem como missão levar remédios e outros ítens do gênero para uma das áreas mais fodidas do planeta: Birmânia.
Birmânia é uma war-zone ferrenha que deixa até John-GOHOME-Rambo com “medo” fazendo com que ele se negue a levar o pessoal pra lá.
Até ai a gente é apresentado a um Rambo diferente. Bonzinho, simpático (com poucas palavras, é fato, mas sem uma arma na mão ele é simpático pra cacete) e relutante a ajudar pessoinhas vinda de uma igreja da gringa.
Ah, o charme feminino.
Até uma rocha como John cede… afinal, antes de ser uma killing-machine ele é um velho bombado de esteroids. Após isso (que não apresenta nenhuma cena de sexo. inclusive em NENHUM dos filmes do Rambo temos sequer uma cena de sexo) ele decide levar o grupitcho para trabalhar em nome de christ e ajudar os locais.
Bom, ai entramos na parte “normal” de Rambo.
Após deixar os bonitões na região escolhida e volta pra casa, os malvados aparecem e BAM!
Pancadaria generalizada.. tiroteio e dezenas de mortes. Enquanto isso John se encontra em seu vilarejo com suas atividades de cotidiano normais. caçar, comer, dormir, tomar anabolizante, malhar e caçar.
Alguns dias depois ele recebe uma visita.
“O grupo dos bonzinhos se fodeu”.
John ferve em raiva e começamos a ver o nosso bom e querido Rambo tomando forma.
Um grupo de mercenários é contratado para resgatar o grupo da igreja, e John os irá levar até o local onde as bondades seriam realizadas.
Bom, daí pra frente é melhor você ver no cinema…
O cara é fenomenal.
O cara arregaça
RAMBO não tem noção!
Foi incrível ver o nosso bom e velho Sly em forma (bombado de anabolizantes, mas em forma) atirando igual um garotinho do afeganistão, festejando o sangue alheio, enfim, sendo ele mesmo!
Enfim, o filme vale a pena pra caralho!
RAMBO é FODA!

Domingo, dia 2 de março de 2008.
